Entidades defendem promoção de políticas públicas para incentivar a inovação no estado

Por Juliana Melo

 – Foto: Pedro Albuquerque

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realizou, na tarde desta sexta-feira (28/11), audiência pública para discutir o ecossistema de inovação cearense e a atuação da Associação Cearense de Inovação (ACI). A audiência foi conduzida pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (CCTES) da Alece e atendeu a requerimento apresentado pelo deputado Acrísio Sena (PT).

Deputado Acrísio Sena (PT) – Foto: Pedro Albuquerque

De acordo com o parlamentar, o debate traz uma reflexão sobre as iniciativas de inovação e o papel que cumpre a ACI na interlocução com o ecossistema de inovação, “tendo referência com a produção que temos hoje na academia, na iniciativa privada e nas iniciativas da parte do Governo, para que a gente possa integrar isso e transformar em políticas públicas”.

Segundo o parlamentar, esse encontro também reforça a articulação com o Parlamento e a possibilidade de trazer sugestões e transformar parte dessas discussões em projetos de leis.

Diretora presidente da ACI, Samya Régia Angelim Borges – Foto: Pedro Albuquerque

Para a diretora presidente da ACI, Samya Régia Angelim Borges, o Ceará se consolida como território de inovação e referência no Nordeste. Ela afirmou que inovar é se adaptar, de forma ética, a novas realidades, alinhando conhecimentos, processos e instituições a um projeto de sociedade sustentável, justa e comprometida com as novas gerações.

Ela acrescentou que há ótimos exemplos de inovação para além de Fortaleza e da Região Metropolitana e que também há grande diferencial em outras regiões, como Cariri, Sobral, Litoral Oeste, Sertão Central, Vale do Jaguaribe e Banabuiú.

Samya Régia defende que, “antes de pensar em negócios, precisamos formar pessoas capazes de criar e usar essa tecnologia com senso crítico, responsabilidade democrática e, assim, valorizar a arte, a poesia, as tradições populares porque é nela em que encontramos identidade, propósito e direção”. “Assumimos o compromisso de aproximar atores, reduzir assimetrias, ouvir os territórios e fortalecer redes e apoiar projetos que tenham um impacto real na vida das pessoas”, concluiu. 

O ex-presidente e conselheiro da ACI Marcus Vinicius Caldas Saraiva relatou um pouco da história da Associação Cearense de Inovação e ressaltou que a inovação no Ceará vem evoluindo. Para ele, “o maior programa social que um governo pode ter é o empreendedorismo, que é o maior programa de distribuição de renda que pode existir. Que a ACI possa ser esse ente que levanta essa bandeira p que nasçam diversas outras empresas”, afirmou. 

Presidente da Funcap, Raimundo Nogueira da Costa – Foto: Pedro Albuquerque

Para  o presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Raimundo Nogueira da Costa, quando a sociedade decide apostar nessas mudanças é preciso que as pessoas pensem diferente. “Isso tem que começar em alguns aspectos da cultura local. Não basta esperar pela criatividade das pessoas: a gente tem que mudar nas escolas, nas universidades, nas próprias empresas e tudo isso tem que ser feito de uma formas conjunta”, pontuou. 

Segundo o representante do Sebrae, Herbert Melo, o Ceará é o segundo estado do Nordeste com o maior número de start-ups, totalizando 914 empreendimentos, e é o único estado do Brasil que tem uma descentralização desse ecossistema de inovação para municípios do interior. “Eu acredito muito que com o apoio de governo, instituições, universidades a gente possa ter, nos próximos anos, um estado mais representado, mais acreditado que possa ser o celeiro de inovação do Nordeste”, avaliou. 

A coordenadora de Inovação e Empreendedorismo da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), Sarah Monteiro, destacou os avanços já conquistados no Estado e defendeu mais diálogo para garantir mais possibilidade na área.

“Olhando para esse celeiro de oportunidades que a gente tem, precisamos perguntar o que a gente pode fazer para captar mais recurso federal, para otimizar nosso programa, para tornar a interiorização das ações mais efetivas, não só na capital, mas alcançar as 14 macrorregiões de planejamento do Estado e levar as mesmas oportunidades. É o olhar crítico que, enquanto poder público, a gente precisa ter, de trazer essas falhas para a mesa para perceber como a gente pode contribuir ainda mais”, frisou. 

A diretora Administrativa Financeira da ACI, Técia Vieira Carvalho, acredita que o Ceará é capaz de ter destaque no cenário nacional e mundial. Ela incentivou que mais pessoas participem de associações para fortalecer o ecossistemas de inovação no estado.

Ao final da audiência pública, foi feita a apresentação e a posse da nova diretoria da Associação Cearense De Inovação (ACI) para os próximos dois anos. 

Também participaram do debate a diretora de Inovação e Novos Negócios da ACI, Gabriella Purcaru; o diretor de Relacionamento com os Associados da ACI, Naiderson Ferreira de Lucena, além de representantes de entidades e associações ligadas ao tema. 

Confira a íntegra da audiência pública:

Edição: Geimison Maia

Fonte: Assembleia legislativa do Ceara

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