“Troncos Velhos”: Documentário cearense celebra saberes indígenas e vence prêmio internacional de cinema
Eliezio Jeffry – Ascom Casa Civil – Texto
Ascom Sepince – Foto

Produção do Governo do Ceará conquistou o título de Melhor Curta-Metragem Documentário no GRU International Film Awards
Produzido pelo Governo do Estado, o documentário Troncos Velhos – Uma celebração à sabedoria ancestral dos povos indígenas do Ceará foi premiado como o Melhor Curta-Metragem Documentário pelo GRU International Film Awards, festival de cinema independente que visa celebrar a excelência e a inovação audiovisual em escala global. A cerimônia de premiação ocorreu em Guarulhos, em São Paulo, no mês de dezembro.
O documentário registra, em vídeo, a memória de quatro mestres diplomados da cultura, reconhecidos em suas comunidades como “troncos velhos” – uma metáfora poderosa para aqueles que, como raízes sólidas, sustentam e nutrem a continuidade de seus povos.
A produção, que percorreu quatro territórios – Tapeba (Caucaia), Jenipapo Kanindé (Aquiraz), Tremembé (Almofala) e Kanindé (Aratuba) -, ficou a cargo do Núcleo Digital da Casa Civil do Governo do Ceará, com a colaboração do Núcleo de Comunicação da Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará (Sepince).
Roseane Gurgel, diretora e roteirista do documentário, destacou que a conquista como Melhor Curta-Metragem fortalece a identidade cultural cearense. “A premiação no GRU International Film Awards reconhece a importância de valorizar a cultura indígena do Ceará, assim como nossa ancestralidade e memória, fortalecendo a identidade cultural cearense por meio do cinema documental”, disse.
A secretária dos Povos Indígenas, Juliana Alves, falou sobre o sentimento diante do reconhecimento do GRU International Film Awards. “Levar para o mundo as histórias dos povos Tapeba, Jenipapo Kanindé, Tremembé e Kanindé é reafirmar que o Ceará é um território indígena vivo. Esse reconhecimento vai muito além do audiovisual: ele mostra o quanto é importante registrar, valorizar e respeitar os saberes ancestrais dos povos indígenas do Ceará, que seguem vivos, fortes e essenciais para quem somos como povo”, frisou a gestora, que é Cacika do povo Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz.
Troncos Velhos
Cada episódio conduz o espectador a um encontro íntimo e significativo com essas lideranças: Cacique Pequena (Jenipapo Kanindé) compartilha a emocionante luta pela demarcação de sua terra, homologada em agosto de 2024. Pajé Raimunda Tapeba (Tapeba) recupera a trajetória de resistência de sua comunidade diante dos desafios das últimas décadas. Cacique João Venâncio (Tremembé) mergulha na ritualística do Torém, prática sagrada que preserva a espiritualidade e a identidade de seu povo. Já Cacique Sotero (Kanindé) aborda a educação escolar indígena e o pioneirismo do museu que fundou, hoje referência nacional em museologia indígena.
Outras premiações

Em dezembro do ano passado, o documentário Troncos Velhos foi reconhecido como o segundo melhor produto audiovisual do Estado, na categoria Produtor de Conteúdo On-line, do Prêmio Gandhi de Comunicação. A premiação é uma iniciativa da Agência da Boa Notícia que reconhece e valoriza trabalhos de jornalistas, publicitários e produtores de conteúdo voltados à promoção da Cultura de Paz.
A produção está disponível na plataforma Siará+, ferramenta do governo estadual de valorização da produção local. A plataforma de streaming, dedicada exclusivamente ao audiovisual cearense, pode ser acessada gratuitamente no site www.siaramais.cultura.ce.gov.br, por meio de navegadores de computadores, celulares e smart TVs, com opção de espelhamento para outros dispositivos.
Fonte: Governo do Estado do Ceará


